{"id":349,"date":"2017-05-19T21:09:57","date_gmt":"2017-05-19T21:09:57","guid":{"rendered":"https:\/\/www.elogroup.us\/newsite\/?p=349"},"modified":"2019-10-16T20:39:14","modified_gmt":"2019-10-17T00:39:14","slug":"historias-de-sucesso-os-passos-para-empreender-nos-eua","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.elogroup.us\/newsite\/historias-de-sucesso-os-passos-para-empreender-nos-eua\/","title":{"rendered":"Hist\u00f3rias de Sucesso: os passos para empreender nos EUA"},"content":{"rendered":"<p><em>*Texto de Mariana Fonseca em 8 de fevereiro de 2017 pela Exame.com<\/em><\/p>\n<blockquote><p><em>Voc\u00ea provavelmente ouviu esta hist\u00f3ria h\u00e1 alguns anos: um conhecido comprou um im\u00f3vel nos <strong>Estados Unidos<\/strong>, talvez no estado da Fl\u00f3rida, como uma forma de investimento para o futuro. O ano era 2011; uma \u00e9poca de d\u00f3lar valia pouco mais do que o real. Com o passar dos anos, voc\u00ea viu a moeda americana se valorizar cada vez mais \u2013 e aquele conhecido lucrou muito ao vender o im\u00f3vel de antes.<\/em><\/p>\n<p><em>Agora, a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 diferente. N\u00e3o s\u00f3 a alta do d\u00f3lar freia o investimento imobili\u00e1rio, mas o perfil de brasileiro que coloca dinheiro nos Estados Unidos mudou: esse <strong>empreendedor<\/strong> n\u00e3o quer apenas investir, mas sim fazer as malas e se mudar, junto com o neg\u00f3cio, para os EUA.<\/em><\/p><\/blockquote>\n<div class=\"teads-inread\">\n<blockquote>\n<div id=\"teads0\" class=\"teads-player\"><em>Segundo dados do consulado americano em S\u00e3o Paulo, o investimento brasileiro nos Estados Unidos aumentou 89% nos \u00faltimos cinco anos \u2013 e a tend\u00eancia \u00e9 que os aportes continuem a crescer.<\/em><\/div>\n<h4 class=\"teads-player\" style=\"text-align: center;\"><em><strong>Nos \u00faltimos anos, o aporte dos criadores de neg\u00f3cios brasileiros cresceu especialmente por conta do quadro de crise econ\u00f4mica: eles perceberam que precisam diversificar seus mercados.<\/strong><\/em><\/h4>\n<p><em>\u201c\u00c9 fundamental para qualquer governo fomentar a produtividade econ\u00f4mica \u2013 e uma parte importante de tal fomento \u00e9 atrair investimentos internacionais, sejam eles simplesmente capital ou boas ideias de neg\u00f3cio\u201d, afirma Ricardo Zuniga, c\u00f4nsul-geral dos Estados Unidos em S\u00e3o Paulo, em entrevista para EXAME.com na C\u00e2mara Americana de Com\u00e9rcio Brasil-Estados Unidos (Amcham).<\/em><\/p>\n<p><em>Nos \u00faltimos anos, o aporte dos criadores de neg\u00f3cios brasileiros cresceu especialmente por conta do quadro de crise econ\u00f4mica: eles perceberam que precisam diversificar seus mercados. \u201cAo entrar nos Estados Unidos, eles ganham tanto um enorme mercado quanto uma receita em d\u00f3lares \u2013 o que \u00e9 um hedge natural para a recess\u00e3o brasileira\u201d, analisa Pedro Drummond, da consultoria Drummond Advisors.<\/em><\/p>\n<p><em>Mas s\u00f3 a fuga da crise n\u00e3o justifica a decis\u00e3o de se mudar completamente \u2013 incluindo todo o processo de imigra\u00e7\u00e3o do Brasil. Manuel Mendes, especialista em estrat\u00e9gia pela Universidade Harvard e executivo da consultoria Boston Innovation Gateway, elenca diversos outros motivos empresariais para apostar no pa\u00eds.<\/em><\/p>\n<p><em>\u201cDo ponto de vista da empresa, temos o fato de os Estados Unidos serem um pa\u00eds claro e est\u00e1vel quanto \u00e0 legisla\u00e7\u00e3o de investidores e neg\u00f3cios. Tamb\u00e9m s\u00e3o um polo de atra\u00e7\u00e3o de mentes brilhantes e de transfer\u00eancia tecnol\u00f3gica, o que \u00e9 uma vantagem na hora de contratar\u201d, explica Mendes.<\/em><\/p>\n<p><em>\u201cAl\u00e9m disso, os EUA s\u00e3o um pa\u00eds com grande potencial de mercado: investir em um nicho pode significar atender praticamente um pa\u00eds, pensando em n\u00fameros de consumo. Quando o neg\u00f3cio consegue vencer nessas condi\u00e7\u00f5es, ele automaticamente valoriza sua marca no Brasil. Isso \u00e9 especialmente notado em alguns setores, como moda.\u201d<\/em><\/p>\n<p><em>N\u00e3o h\u00e1 como descartar tamb\u00e9m fatores ligados \u00e0 pr\u00f3pria vida do empreendedor: \u00e9 comum ouvir hist\u00f3rias de quem se mudou buscando uma melhor educa\u00e7\u00e3o profissional ou melhores condi\u00e7\u00f5es de vida para sua fam\u00edlia. Ou, simplesmente, identifica-se mais com a cultura dos Estados Unidos, inclusive ao fazer neg\u00f3cios.<\/em><\/p>\n<h3><em>O passo a passo para abrir um neg\u00f3cio nos Estados Unidos<\/em><\/h3>\n<p><em><strong>1 \u2014 Procure ajuda especializada<\/strong><\/em><\/p>\n<p><em>Assim como existem casos de brasileiros que fizeram sucesso em terras estadunidenses, existem casos de fracasso retumbante. Se voc\u00ea realmente quer empreender nos Estados Unidos, o primeiro passo \u00e9 procurar programas especializados de apoio \u00e0 imigra\u00e7\u00e3o.<\/em><\/p>\n<p><em>Felizmente, h\u00e1 diversas iniciativas federais, estaduais e municipais de apoio a quem quer abrir um neg\u00f3cio no pa\u00eds. O SelectUSA, por exemplo, \u00e9 o maior programa nesse sentido: feito por iniciativa governamental, \u00e9 um agregador de consultorias e contatos de mercado de diversas regi\u00f5es e setores estadunidenses, p\u00fablicos e privados.<\/em><\/p>\n<p><em>\u201cO SelectUSA \u00e9 o primeiro ponto de contato para que os empres\u00e1rios identifiquem em qual mercado ir\u00e3o atuar. A partir da\u00ed, indicamos programas, ag\u00eancias e c\u00e2maras de com\u00e9rcio correspondentes ao tipo de neg\u00f3cio\u201d, diz o c\u00f4nsul-geral Ricardo Zuniga.<\/em><\/p>\n<p><em>As legisla\u00e7\u00f5es de cada estado variam muito: algum deles pode ser um polo de atra\u00e7\u00e3o do seu futuro mercado ou, por outro lado, pode oferecer incentivos fiscais para que voc\u00ea seja pioneiro na regi\u00e3o.<\/em><\/p>\n<p><em>Enquanto os Estados Unidos oferecem programas de atra\u00e7\u00e3o de investimentos, o governo brasileiro possui programas de expans\u00e3o internacional. Segundo Drummond, o principal \u00f3rg\u00e3o nesse sentido \u00e9 a Ag\u00eancia Brasileira de Promo\u00e7\u00e3o de Exporta\u00e7\u00f5es e Investimentos (Apex).<\/em><\/p>\n<p><em><strong>2 \u2014 Tenha a ideia de neg\u00f3cio<\/strong><\/em><\/p>\n<p><em>O primeiro cuidado que o futuro empreendedor deve ter \u00e9 justamente identificar uma ideia de neg\u00f3cio e ter uma estrat\u00e9gia clara de como ser\u00e1 sua entrada no mercado. Isso envolve entender claramente quais s\u00e3o suas vantagens competitivas, em rela\u00e7\u00e3o aos neg\u00f3cios j\u00e1 estabelecidos nos Estados Unidos.<\/em><\/p>\n<p><em>\u201cLembre-se de que um diferencial no curto prazo, como pre\u00e7os baixos por conta de a mat\u00e9ria-prima ser cotada em reais, \u00e9 algo de curto prazo. Invista em outros aspectos, como um bom p\u00f3s-venda, capacidade de inova\u00e7\u00e3o ou produto de qualidade\u201d, ressalta Mendes.<\/em><\/p>\n<p><em>Segundo o consultor, muitos recorrem a empreendimentos j\u00e1 testados, como as franquias, para reduzir o tempo dessa curva de aprendizagem.<\/em><\/p>\n<p><em><strong>3 \u2014 Fa\u00e7a um plano de neg\u00f3cios convincente<\/strong><\/em><\/p>\n<p><em>Segundo o c\u00f4nsul-geral Ricardo Zuniga, \u00e9 importante ter um plano de neg\u00f3cios estruturado antes de come\u00e7ar negocia\u00e7\u00f5es e fazer as malas para os Estados Unidos. \u00c9 preciso mostrar que voc\u00ea possui a capacidade, estrutural e financeira, de arcar com essa opera\u00e7\u00e3o internacional.<\/em><\/p>\n<p><em>\u201cO primeiro passo \u00e9 fazer um planejamento tribut\u00e1rio: entenda qual o custo de fazer neg\u00f3cios l\u00e1. O sistema de impostos dos Estados Unidos pode, por exemplo, alterar a margem de lucratividade que voc\u00ea possui hoje no Brasil\u201d, explica Drummond.<\/em><\/p>\n<p><em>Depois, vem o planejamento societ\u00e1rio: um gestor ser\u00e1 respons\u00e1vel apenas pela opera\u00e7\u00e3o americana ou todos ir\u00e3o administr\u00e1-la? Como ser\u00e1 a divis\u00e3o das participa\u00e7\u00f5es?<\/em><\/p>\n<p><em><strong>4 \u2014 Entenda as especifica\u00e7\u00f5es de visto<\/strong><\/em><\/p>\n<p><em>No aspecto migrat\u00f3rio, entra uma quest\u00e3o que costuma gerar d\u00favidas: d\u00e1 para empreendedor com o mesmo visto que se usa para viajar para neg\u00f3cios ou para lazer?<\/em><\/p>\n<p><em>Antes, \u00e9 preciso saber que os vistos americanos se dividem por categorias. Os vistos mais importantes para empreendedores s\u00e3o os de categoria B, que servem para visitas de neg\u00f3cio e de lazer; e os de categoria L, para transfer\u00eancia de executivos com conhecimento especializado.<\/em><\/p>\n<p><em>O principal visto das empresas que expandem \u00e9 o L1, que \u00e9 o de transfer\u00eancia de empres\u00e1rio \u2013 \u00e9 preciso que ele esteja na empresa brasileira h\u00e1 mais de um ano, alerta Drummond.<\/em><\/p>\n<p><em>Mas d\u00e1 para empreender com o mesmo visto que voc\u00ea usa para viajar ou para fazer reuni\u00f5es executivas, por exemplo? Apenas se o seu neg\u00f3cio estiver no plano das ideias.<\/em><\/p>\n<p><em>\u201cH\u00e1 atividades que se podem ser feitas atrav\u00e9s de um visto comum, o B1 ou o B2, como reuni\u00f5es. Mas, para estabelecer a presen\u00e7a de uma pessoa f\u00edsica nos Estados Unidos e levar \u00e0 cabo o neg\u00f3cio, \u00e9 preciso obter outros vistos. Temos v\u00e1rias formas de fazer isso, ent\u00e3o \u00e9 importante consultar especialistas. Essa \u00e9 a parte inicial para o estabelecimento de uma empresa\u201d, diz Zuniga.<\/em><\/p>\n<p><em>Essas formas podem ir desde o visto L1 at\u00e9 a obten\u00e7\u00e3o do desejado \u201cgreen card\u201d: a resid\u00eancia permanente em solo americano. Al\u00e9m de familiares, pedidos de asilo e sorteios aleat\u00f3rios entre solicitantes, \u00e9 poss\u00edvel consegui-lo por meio da comprova\u00e7\u00e3o de trabalho ou atividade produtiva nos Estados Unidos.<\/em><\/p>\n<p><em>Para essa categoria, chamada de EB-5, \u00e9 necess\u00e1rio investir 500 mil d\u00f3lares (cerca de 1,5 milh\u00e3o de reais, pela cota\u00e7\u00e3o atual) em \u00e1reas priorit\u00e1rias pr\u00e9-estabelecidas ou 1 milh\u00e3o de d\u00f3lares (cerca de 3 milh\u00f5es de reais) em qualquer regi\u00e3o, al\u00e9m de criar ao menos 10 empregos diretos no prazo de dois anos. Segundo Mendes, esse \u00e9 um dos vistos menos buscados \u2013 compreensivelmente, diante do tamanho do investimento necess\u00e1rio.<\/em><\/p>\n<p><em><strong>5 \u2014 V\u00e1 ao mercado!<\/strong><\/em><\/p>\n<p><em>Uma dica simples: depois de todo esse processo, que pode levar v\u00e1rios meses, \u00e9 a hora do famoso \u201cgo to Market\u201d.<\/em><\/p>\n<p><em>Caso voc\u00ea ainda n\u00e3o tenha feito seu m\u00ednimo produto vi\u00e1vel na etapa do plano de neg\u00f3cio, contate seu p\u00fablico-alvo e fa\u00e7a uma pesquisa pr\u00e9via de aceita\u00e7\u00e3o do produto ou servi\u00e7o.<\/em><\/p>\n<p><em>Ent\u00e3o, fale com parceiros comerciais e lance o MVP. Caso a aceita\u00e7\u00e3o seja novamente positiva, \u00e9 hora de investir na implanta\u00e7\u00e3o do empreendimento nos Estados Unidos (o que pode incluir aportes vultosos, como a constru\u00e7\u00e3o de uma f\u00e1brica, por exemplo).<\/em><\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Baixe gratuitamente:\u00a0<span style=\"color: #0000ff;\"><a style=\"color: #0000ff;\" href=\"http:\/\/materiais.elogroup.us\/tofu-como-se-tornar-um-super-empreendedor-c01a6758ff5830b21c94\">como se tornar um super empreendedor.<\/a><\/span><\/strong><\/p>\n<blockquote><p><em><strong>Achou tudo isso muito complicado? Ent\u00e3o, inspire-se com as hist\u00f3rias de quem est\u00e1 no caminho ou j\u00e1 conseguiu ser bem sucedido em solos estadunidenses:<\/strong><\/em><\/p>\n<h3><em>Franquias e licenciamentos made in Brazil<\/em><\/h3>\n<p><em>Como comentamos anteriormente, apostar em neg\u00f3cios franqueados ou licenciados pode ser uma forma de empreender nos Estados Unidos com maior seguran\u00e7a, por ter inclu\u00edda a experi\u00eancia de um sucesso anterior \u2013 o do franqueador ou licenciador da marca.<\/em><\/p>\n<p><em>Mas e quando empreendedores brasileiros fazem tanto sucesso que fundam tais modelos para outros aspirantes \u2013 inclusive americanos? Veja alguns casos:<\/em><\/p>\n<p><em><strong>Adapte-se (de verdade) ao mercado estadunidense<\/strong><\/em><\/p>\n<p><em>Pillar Desouza conhece bem os Estados Unidos: sua fam\u00edlia foi ao pa\u00eds quando ela tinha seis anos de idade, nos anos 2000. Seus pais eram empreendedores e queriam dar mais oportunidades e seguran\u00e7a para a fam\u00edlia.<\/em><\/p>\n<p><em>Na hora de criar um neg\u00f3cio, inspirou-se nos sabores das frutas europeias (e, depois, brasileiras).<\/em><\/p>\n<p><em>\u201cFiz uma viagem com meus pais para a Europa em 2010, e sempre fui apaixonada por milk-shakes. Provamos muitos deles l\u00e1, especialmente na It\u00e1lia. J\u00e1 de volta, tomei um milkshake em Nova York e percebi como os sabores eram ruins e sem variedade, em compara\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o, abri minha pr\u00f3pria loja, em Boston\u201d, conta.<\/em><\/p>\n<p><em>A I Love Milkshakes abriu em novembro de 2013, enquanto Desouza estava no segundo ano da faculdade de administra\u00e7\u00e3o. Ela investiu entre 80 e 100 mil d\u00f3lares, com a ajuda dos pais empreendedores (entre 240 mil e 300 mil reais, aproximadamente).<\/em><\/p>\n<p><em>O diferencial do empreendimento, segundo Desouza, \u00e9 o foco na qualidade de vida e nos sabores \u00fanicos: o cliente pode customizar o milkshake do jeito que quiser, com as frutas batidas na hora. \u201cIsso veio muito do Brasil. L\u00e1, os sucos e sorvetes costumam ser feitos com a polpa. Aqui \u00e9 tudo muito \u00e0 base de caldas industrializadas\u201d, explica.<\/em><\/p>\n<p><em>O maior desafio da empreendedora foi a elabora\u00e7\u00e3o de um card\u00e1pio adaptado aos estadunidenses \u2013 manter seu diferencial, mas sem simplesmente copiar o que ela viu em outros pa\u00edses.<\/em><\/p>\n<p><em>\u201cA marca e o produto passar\u00e3o por um procedimento demorado de adapta\u00e7\u00e3o: \u00e9 preciso entender exatamente quais as demandas e oferecer itens condizentes. Nessa hora, \u00e9 importante contatar uma empresa de consultoria do estado em que voc\u00ea vai atuar\u201d, recomenda.<\/em><\/p>\n<p><em>Na I Love Milkshakes, h\u00e1 hoje sabores t\u00edpicos do Brasil, como a\u00e7a\u00ed e maracuj\u00e1. Outros s\u00e3o misturas brasileiras e estadunidenses, como o milkshake de banana com Nutella.<\/em><\/p>\n<p><em>O sucesso foi tanto que Desouza abriu uma unidade da I Love Milkshakes em Vit\u00f3ria, no Esp\u00edrito Santo. A filial brasileira \u00e9 administrada pelo tio da empreendedora.<\/em><\/p>\n<p><em>O neg\u00f3cio tamb\u00e9m come\u00e7ou a planejar a expans\u00e3o por franqueamento, no ano de 2015. \u201cEu vi que tinha um grande potencial de crescimento na \u00e1rea de milkshakes, al\u00e9m de a opera\u00e7\u00e3o ser simples.\u201d<\/em><\/p>\n<p><em>O primeiro quiosque ir\u00e1 abrir este m\u00eas, tamb\u00e9m em Boston. \u201cIremos avaliar os resultados da primeira unidade antes de atender os outros pedidos de franqueamento. Talvez, no meio do ano, comecemos a vender outras franquias\u201d, diz Desouza.<\/em><\/p>\n<p><em>O investimento de uma unidade franqueada fica entre 150 e 250 mil d\u00f3lares (entre 450 mil e 750 mil reais), variando entre os formatos quiosque e loja, e o prazo de retorno \u00e9 de 24 meses.<\/em><\/p>\n<p><em>A I Love Milkshakes faturou 400 mil d\u00f3lares (cerca de 1,2 milh\u00e3o de reais) em 2016. Para 2017, o empreendimento pretende atingir um faturamento de 500 mil d\u00f3lares (1,5 milh\u00e3o de reais), no m\u00ednimo.<\/em><\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Saiba mais sobre como ter um neg\u00f3cio de sucesso nos EUA <span style=\"color: #0000ff;\"><a style=\"color: #0000ff;\" href=\"http:\/\/materiais.elogroup.us\/5-segredos-para-o-sucesso-do-seu-negocio-nos-eua\">aqui.<\/a><\/span><\/strong><\/p>\n<blockquote><p><em><a href=\"https:\/\/www.elogroup.us\/newsite\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/i-love-milkshakes.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-354\" src=\"https:\/\/www.elogroup.us\/newsite\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/i-love-milkshakes.jpg\" alt=\"\" width=\"960\" height=\"640\" srcset=\"https:\/\/www.elogroup.us\/newsite\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/i-love-milkshakes.jpg 960w, https:\/\/www.elogroup.us\/newsite\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/i-love-milkshakes-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.elogroup.us\/newsite\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/i-love-milkshakes-768x512.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 960px) 100vw, 960px\" \/><\/a><\/em><\/p>\n<p><em><strong>Inove ou feche as portas<\/strong><\/em><\/p>\n<p><em>\u00c9 o caso do italiano naturalizado brasileiro Federico di Franco, por exemplo. Em 2014, ele se mudou com a fam\u00edlia para os Estados Unidos. \u201cFomos de S\u00e3o Paulo para Miami e montamos um neg\u00f3cio em cerca de cinco meses: a Bianco Gelato, que produz sorvetes artesanais tanto para lojas pr\u00f3prias quanto outros pontos de venda\u201d, explica di Franco.<\/em><\/p>\n<p><em>O empres\u00e1rio conta que queria dar uma experi\u00eancia diferente da vivida no Brasil para sua fam\u00edlia. Mesmo assim, houve tamb\u00e9m uma raz\u00e3o empresarial para entrar no mercado americano.<\/em><\/p>\n<p><em>\u201cEntendi que o mercado de sorvetes saud\u00e1veis estava em expans\u00e3o l\u00e1. Tamb\u00e9m n\u00e3o havia no Brasil a mat\u00e9ria-prima para o meu neg\u00f3cio em quantidades escal\u00e1veis e pre\u00e7os vi\u00e1veis, como o leite de am\u00eandoa org\u00e2nico, por exemplo. Aqui, nosso neg\u00f3cio consegue ser democr\u00e1tico e n\u00e3o de elite, como seria no Brasil.\u201d<\/em><\/p>\n<p><em>80% dos produtos da Bianco Gelato est\u00e3o no ramo de sorvetes org\u00e2nicos, enquanto os outros 20% s\u00e3o produtos panificados org\u00e2nicos, veganos e sem transg\u00eanicos. A esposa de di Franco, Carla, inventa as receitas e cuida da marca. Ele gerencia os aspectos administrativos do neg\u00f3cio.<\/em><\/p>\n<p><em>O empreendedor conta que empreender nos Estados Unidos \u00e9 mais divertido \u2013 e, mesmo assim, mais dif\u00edcil. \u201cO americano est\u00e1 acostumado a ver de tudo, enquanto tudo parece novidade no brasil. Aqui, voc\u00ea deve fazer algo realmente inovativo; se fizer o de sempre, fechar\u00e1 as portas. Nesses dois anos e meio, vi dez sorveterias encerrarem as atividades.\u201d<\/em><\/p>\n<p><em>O esfor\u00e7o se reflete na rotina da Bianco Gelato: di Franco afirma que trabalha das 7h da manh\u00e3 at\u00e9 a meia-noite, vendendo sorvetes na loja e fora delas. \u201cA produ\u00e7\u00e3o come\u00e7a \u00e0s 8h. A loja fica aberta entre 11h da manh\u00e3 e 11h da noite. Depois disso, ainda tem o fechamento da sorveteria.\u201d<\/em><\/p>\n<p><em>Agora, a Bianco Gelato est\u00e1 come\u00e7ando seu franqueamento e ir\u00e1 aumentar sua capacidade de produ\u00e7\u00e3o, com a inaugura\u00e7\u00e3o de um laborat\u00f3rio maior na metade de 2017. Quatro unidades franqueadas est\u00e3o em fase de abertura e ir\u00e3o inaugurar este ano, tamb\u00e9m no estado da Fl\u00f3rida. O investimento inicial de uma loja \u00e9 de 150 mil d\u00f3lares (cerca de 450 mil reais).<\/em><\/p>\n<p><em>Com tudo isso, a expectativa \u00e9 que o faturamento total da Bianco Gelato passe de 550 mil d\u00f3lares (cerca de 1,7 milh\u00e3o de reais) para cerca de 700 mil d\u00f3lares (cerca de 2,1 milh\u00f5es de reais), em compara\u00e7\u00e3o anual.<\/em><\/p>\n<p><em><a href=\"https:\/\/www.elogroup.us\/newsite\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/bianco-gelato-e1486499315668.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-353\" src=\"https:\/\/www.elogroup.us\/newsite\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/bianco-gelato-e1486499315668.jpg\" alt=\"\" width=\"680\" height=\"453\" srcset=\"https:\/\/www.elogroup.us\/newsite\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/bianco-gelato-e1486499315668.jpg 680w, https:\/\/www.elogroup.us\/newsite\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/bianco-gelato-e1486499315668-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 680px) 100vw, 680px\" \/><\/a><\/em><\/p>\n<p><em><strong>N\u00e3o tente dar um jeitinho nos contratos (mesmo)<\/strong><\/em><\/p>\n<p><em>Gina Alencar possui anos de experi\u00eancia no mundo do empreendedorismo. Seu neg\u00f3cio, a Boxmania, foi criado em 1998 no Brasil. A empresa tentou expandir para a Col\u00f4mbia e para o M\u00e9xico \u2013 mas n\u00e3o obteve sucesso, e aprendeu com a li\u00e7\u00e3o.<\/em><\/p>\n<p><em>\u201cA gente percebeu que, especialmente no come\u00e7o da expans\u00e3o, precisamos morar algum tempo no pa\u00eds de destino e ficar em cima da implanta\u00e7\u00e3o\u201d, conta.<\/em><\/p>\n<p><em>Segundo Alencar, a expans\u00e3o \u00e9 uma op\u00e7\u00e3o de investimento internacional, diante de momentos complicados no pa\u00eds-sede. \u201cN\u00e3o pod\u00edamos ficar esperando para ver como iria ficar a situa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica do Brasil. Eu tinha interesse no mercado dos Estados Unidos e resolvemos expandir.\u201d<\/em><\/p>\n<p><em>A empreendedora ressalta como o processo de obter um visto n\u00e3o \u00e9 simples \u2013 ela possui um de categoria L. \u201cN\u00e3o \u00e9 apenas chegar e fazer. \u00c9 preciso mostrar como seu projeto est\u00e1 empregando americanos, qual o seu v\u00ednculo com o pa\u00eds. Eles pedem muitos documentos e comprova\u00e7\u00f5es do que voc\u00ea est\u00e1 fazendo, separando quem \u00e9 empres\u00e1rio de quem apenas quer morar nos Estados Unidos\u201d, conta.<\/em><\/p>\n<p><em>No fim, ela conseguiu fundar a Boxmania USA. Enquanto a empresa brasileira foca mais em itens de organiza\u00e7\u00e3o para resid\u00eancias, a americana resolveu focar em um mercado que est\u00e1 em ascens\u00e3o l\u00e1, segundo Alencar: as malas.<\/em><\/p>\n<p><em>\u201cCriamos uma marca de licenciamento, chamada Perfect Travel Bag, como um novo conceito de organiza\u00e7\u00e3o para viagens. Dentro das malas voc\u00ea encontra diversas solu\u00e7\u00f5es \u2013 n\u00e9cessaires e sacos pl\u00e1sticos para roupas \u00edntimas e molhadas, por exemplo. Parece frescura, mas voc\u00ea percebe a diferen\u00e7a ao montar e desmontar a mala\u201d, afirma.<\/em><\/p>\n<p><em>A Perfect Travel Bag foi idealizada em 2014, mas s\u00f3 come\u00e7ou a operar em fevereiro de 2016, na Fl\u00f3rida. O investimento inicial foi de 400 mil d\u00f3lares (cerca de 1,2 milh\u00e3o de reais) e, hoje, h\u00e1 uma loja e um quiosque pr\u00f3prios.<\/em><\/p>\n<p><em>No meio do caminho, Alencar conta que teve novamente de se adaptar aos processos do pa\u00eds. \u201cO fechamento de alugu\u00e9is, contratos, neg\u00f3cios e seguros s\u00e3o feitos de forma diferente: s\u00e3o acordos mais frios, sem muita amizade e jeitinho. S\u00e3o aspectos que s\u00f3 se aprendem com adapta\u00e7\u00e3o e experi\u00eancia pr\u00e1tica, e isso leva pode levar de seis meses a um ano de viv\u00eancia local sobre como os sistemas funcionam\u201d, diz Alencar.<\/em><\/p>\n<p><em>A Perfect Travel Bag trabalha por meio de licenciamento, com pontos de venda que comercializam os produtos da marca. \u201cNosso plano \u00e9 trabalhar tamb\u00e9m com a venda dentro de grandes redes, mas mantendo a ideia de que a mala possa ser divulgada como conceito e marca, e n\u00e3o no meio de outros v\u00e1rios produtos.\u201d<\/em><\/p>\n<p><em>Hoje, s\u00e3o tr\u00eas licenciados, sendo que um \u00e9 brasileiro. \u201cEstamos lan\u00e7ando novos itens para 2017 e negociando algumas expans\u00f5es, inclusive para interessados em licenciamento no Panam\u00e1 e no Equador.\u201d<\/em><\/p>\n<p><em>Um quiosque licenciado da Perfect Travel Bag custa cerca de 50 mil d\u00f3lares (cerca de 150 mil reais), enquanto uma loja pequena sai por 100 mil d\u00f3lares (cerca de 300 mil reais). A perspectiva de retorno do investimento fica entre 18 e 24 meses. O neg\u00f3cio espera chegar a 20 licenciados este ano.<\/em><\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m: <a href=\"https:\/\/www.elogroup.us\/newsite\/imigracao-e-vistos\/novo-tipo-de-visto-para-empreendedores-nos-eua\/\"><span style=\"color: #0000ff;\">Novo tipo de visto para empreendedores nos EUA<\/span><\/a><\/strong><\/p>\n<blockquote><p><em><a href=\"https:\/\/www.elogroup.us\/newsite\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/boxgraphia.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-355\" src=\"https:\/\/www.elogroup.us\/newsite\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/boxgraphia.jpg\" alt=\"\" width=\"680\" height=\"453\" srcset=\"https:\/\/www.elogroup.us\/newsite\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/boxgraphia.jpg 680w, https:\/\/www.elogroup.us\/newsite\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/boxgraphia-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 680px) 100vw, 680px\" \/><\/a><\/em><\/p>\n<h3><em>Startups brasileiras competindo com as do Vale<\/em><\/h3>\n<p><em>Mas nem s\u00f3 de neg\u00f3cios em setores mais tradicionais vivem os brasileiros que foram empreender nos EUA: alguns est\u00e3o querendo competir com as famosas startups do Vale do Sil\u00edcio.<\/em><\/p>\n<p><em>EXAME.com entrevistou tr\u00eas startups brasileiras, cada uma com sua hist\u00f3ria: uma empresa que expandiu para os EUA ap\u00f3s anos de atua\u00e7\u00e3o; uma empreendimento relativamente novo, que entrou no pa\u00eds h\u00e1 poucos meses; e, por fim, uma startup que ainda planeja sua chegada a solo americano.<\/em><\/p>\n<p><em><strong>Abandone um pouco a idealiza\u00e7\u00e3o e coloque os p\u00e9s na realidade<\/strong><\/em><\/p>\n<p><em>\u00c9 o caso da UPX Technologies, uma empresa brasileira de solu\u00e7\u00f5es de seguran\u00e7a e performance na internet. O neg\u00f3cio surgiu em 2002 e atende desde grandes empresas, como o Bradesco, at\u00e9 pequenas emissoras de r\u00e1dio.<\/em><\/p>\n<p><em>A chegada aos Estados Unidos s\u00f3 ocorreu 12 anos depois, em janeiro de 2014.<\/em><\/p>\n<p><em>\u201cA expans\u00e3o se deu a partir do momento que detectamos que o que faz\u00edamos no Brasil j\u00e1 estava sofisticado o suficiente para nos tornarmos globais\u201d, explica Bruno Prado, CEO da UPX. \u201cN\u00f3s pensamos que o nosso produto pode ser vendido em qualquer parte do mundo, por ser uma solu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica. Se a economia de um pa\u00eds est\u00e1 ruim, outro pode colaborar com nossos resultados.\u201d<\/em><\/p>\n<p><em>A UPX come\u00e7ou seu planejamento com um teste de mercado, por meio da venda terceirizada em um marketplace americano: o neg\u00f3cio anunciava em um site que re\u00fane v\u00e1rios servi\u00e7os, e os clientes poderiam optar pela solu\u00e7\u00e3o da UPX. Isso provou que havia demanda, e a startup brasileira resolveu investir mais pesado em 2014.<\/em><\/p>\n<p><em>Esse foi o in\u00edcio de um longo processo de estrutura\u00e7\u00e3o, que levou um ano e meio. Primeiro, a UPX adaptou sua plataforma para espanhol e ingl\u00eas e contratou pessoas fluentes no idioma. Depois, falou com um advogado local e com uma consultoria para entender como funcionam os contratos de contabilidade, de contrata\u00e7\u00e3o de funcion\u00e1rios e do mundo jur\u00eddico dos Estados Unidos.<\/em><\/p>\n<p><em>\u201cCom isso, reestruturamos nosso plano de neg\u00f3cios para estabelecer toda a opera\u00e7\u00e3o fora do Brasil. Tamb\u00e9m contratamos um profissional local de canais de venda, que conhece bem o mercado e tem aberto diversos canais de negocia\u00e7\u00e3o abertos\u201d, diz Prado.<\/em><\/p>\n<p><em>A UPX assinar\u00e1 seu primeiro canal de vendas pr\u00f3prio neste m\u00eas, e pretende captar 50 clientes americanos at\u00e9 o fim de 2017. O neg\u00f3cio fechou 2016 com um faturamento de 36 milh\u00f5es, e pretende recuperar o valor investido na expans\u00e3o internacional em at\u00e9 seis meses.<\/em><\/p>\n<p><em>Como conselho a quem tamb\u00e9m que chegar aos Estados Unidos, Prado recomenda n\u00e3o se deixar levar apenas pelos sonhos. \u201cQuando voc\u00ea tem uma startup e recebe um aporte de capital, o seu aspecto emocional costuma ficar na frente do racional. Eu j\u00e1 vi v\u00e1rios neg\u00f3cios que foram aos EUA e alugaram o melhor escrit\u00f3rio da cidade, investiram em mob\u00edlia e contrataram profissionais caros. Todo o dinheiro foi embora, e eles n\u00e3o duraram nem um ano. \u00c9 preciso agir com cautela.\u201d<\/em><\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m: <span style=\"color: #0000ff;\"><a style=\"color: #0000ff;\" href=\"https:\/\/www.elogroup.us\/newsite\/dicas\/15-aplicativos-gratuitos-para-empreendedores\/\">15 aplicativos gratuitos para empreendedores<\/a><\/span><\/strong><\/p>\n<blockquote><p><em><a href=\"https:\/\/www.elogroup.us\/newsite\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/upx.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-356\" src=\"https:\/\/www.elogroup.us\/newsite\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/upx.jpg\" alt=\"\" width=\"680\" height=\"453\" srcset=\"https:\/\/www.elogroup.us\/newsite\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/upx.jpg 680w, https:\/\/www.elogroup.us\/newsite\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/upx-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 680px) 100vw, 680px\" \/><\/a><\/em><\/p>\n<p><em><strong>Construa um produto realmente de qualidade, sabendo ouvir<\/strong><\/em><\/p>\n<p><em>O neg\u00f3cio dos empreendedores Fernando Pavani e Stefano Milo tamb\u00e9m come\u00e7ou com perspectivas globais: em 2014, eles inauguraram uma plataforma de compra de moeda estrangeira online, chamada BeeC\u00e2mbio.<\/em><\/p>\n<p><em>Hoje, a BeeTech se transformou em uma startup de solu\u00e7\u00f5es financeiras tecnol\u00f3gicas \u2013 incluindo tanto a BeeC\u00e2mbio quanto a Remessa Online, um servi\u00e7o para mandar dinheiro a outros pa\u00edses.<\/em><\/p>\n<p><em>Segundo os empreendedores, a startup pratica um spread (diferen\u00e7a entre taxa cobrada e taxa de capta\u00e7\u00e3o do valor) menor do que os bancos tradicionais para esse tipo de transfer\u00eancia, al\u00e9m de oferecer uma plataforma mais f\u00e1cil de se usar. O spread m\u00e9dio da plataforma \u00e9 de 1,6% ao m\u00eas.<\/em><\/p>\n<p><em>Hoje, a BeeTech possui 20 mil clientes, sendo que 5 mil usam a Remessa Online. A maioria dos consumidores \u00e9 de classe alta, e envia dinheiro para contas no exterior e para pagar a educa\u00e7\u00e3o internacional dos filhos, por exemplo.<\/em><\/p>\n<p><em>\u201cComo somos um servi\u00e7o que atravessa fronteiras, ter um alcance global \u00e9 fundamental. Vemos que muito do capital que entra no Brasil vem dos Estados Unidos, e l\u00e1 h\u00e1 muitas corretoras tecnol\u00f3gicas com as quais podemos fazer integra\u00e7\u00f5es e parcerias\u201d, explica Milo.<\/em><\/p>\n<p><em>A BeeTech chegou aos EUA h\u00e1 dois meses, e est\u00e1 justamente procurando parceiros americanos que possam indicar a startup aos seus clientes que enviam dinheiro internacionalmente.<\/em><\/p>\n<p><em>H\u00e1 atualmente duas corretoras parceiras da BeeTech em solo americano. \u201cA op\u00e7\u00e3o de mandar e receber dinheiro pelos Estados Unidos, no site dessas corretoras, funciona com a Remessa Online. Os clientes delas j\u00e1 fazem um cadastro simplificado na nossa plataforma, com dados preenchidos automaticamente.\u201d<\/em><\/p>\n<p><em>A BeeTech, hoje, est\u00e1 desenvolvendo uma ferramenta para centraliza\u00e7\u00e3o n\u00e3o apenas o envio de dinheiro, mas o recebimento \u2013 hoje, o recebimento \u00e9 vinculado a corretoras parceiras.<\/em><\/p>\n<p><em>Como dica a futuros empreendedores nos Estados Unidos, Milo\u00a0recomenda ter uma abordagem muito profissional, com foco em detalhes.\u00a0\u201cA diferen\u00e7a entre o regular e o excepcional \u00e9 a aten\u00e7\u00e3o dada ao detalhe. Voc\u00ea tem que mostrar que tem realmente algo de qualidade. Pode parecer besteira, mas assim seus clientes e parceiros percebem que voc\u00ea tem um time diferenciado\u00a0por tr\u00e1s do neg\u00f3cio, e isso faz toda a diferen\u00e7a para um imigrante.\u201d<\/em><\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m: <span style=\"color: #0000ff;\"><a style=\"color: #0000ff;\" href=\"https:\/\/www.elogroup.us\/newsite\/negocios\/10-series-que-todo-empreendedor-deve-assitir\/\">As 10 melhores s\u00e9ries e programas para empreendedores<\/a><\/span><\/strong><\/p>\n<blockquote><p><em><a href=\"https:\/\/www.elogroup.us\/newsite\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/beecambio.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-357\" src=\"https:\/\/www.elogroup.us\/newsite\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/beecambio.jpg\" alt=\"\" width=\"680\" height=\"453\" srcset=\"https:\/\/www.elogroup.us\/newsite\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/beecambio.jpg 680w, https:\/\/www.elogroup.us\/newsite\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/beecambio-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 680px) 100vw, 680px\" \/><\/a><\/em><\/p>\n<p><em><strong>N\u00e3o queira dominar os Estados Unidos de uma vez: ataque nichos<\/strong><\/em><\/p>\n<p><em>A MidiaMobi, plataforma brasileira de gest\u00e3o de conte\u00fado para o marketing e para as redes sociais de empresas, foi criada em 2014 pelos empreendedores Jo\u00e3o Gonzalez e Martius\u00a0Haberfeld.<\/em><\/p>\n<p><em>O neg\u00f3cio atende 100 clientes hoje: desde pequenas empresas at\u00e9 grandes clientes, como o grupo Hypermarcas. Ao todo, cerca de mil usu\u00e1rios usam a plataforma.<\/em><\/p>\n<p><em>Assim como a UPX, a MidiaMobi tamb\u00e9m tinha pretens\u00f5es globais em seu planejamento. \u201cJ\u00e1 na nossa pesquisa de mercado, pensamos em como nossa solu\u00e7\u00e3o se encaixaria em outros pa\u00edses. Olhamos para empresas que fizeram sucesso l\u00e1 fora sem terem surgido de grandes pot\u00eancias econ\u00f4micas, como Mercado Livre [argentina] e Spotify [Su\u00e9cia]. Como a gente \u00e9 uma empresa de software, nosso foco \u00e9 o mercado global\u201d, explica Gonzalez.<\/em><\/p>\n<p><em>No momento, a MidiaMobi est\u00e1 estudando a burocracia para se estabelecer nos Estados Unidos e em pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina e procurando parceiros locais para a venda online do servi\u00e7o. \u201cBuscamos empreendimentos complementares, porque assim podemos distribuir melhor nossa solu\u00e7\u00e3o em um mercado t\u00e3o grande quanto o dos Estados Unidos. Por exemplo: empresas como MailChimp e Zendesk atendem o mesmo p\u00fablico que n\u00f3s, mas possuem servi\u00e7os que n\u00e3o competem com o nosso.\u201d<\/em><\/p>\n<p><em>O empreendimento ainda est\u00e1 estruturando sua expans\u00e3o para os EUA: a ideia \u00e9 ter o planejamento pronto no fim de 2017, para come\u00e7ar a operar as parcerias em 2018.<\/em><\/p>\n<p><em>\u00c9 algo que leva tempo. \u201cTemos de buscar contatos no mercado, ainda que j\u00e1 tenhamos alguns, e elaborar um plano de neg\u00f3cios contundente. A maior dificuldade \u00e9 elaborar uma estrat\u00e9gia diante de vari\u00e1veis t\u00e3o espec\u00edficas em cada estado americano, como o perfil de consumidor. Antes de tomar a\u00e7\u00f5es espec\u00edficas, estudaremos bastante\u201d, diz Gonzalez.<\/em><\/p>\n<p><em>As regi\u00f5es desejadas s\u00e3o Nova York, por ter um forte mercado de comunica\u00e7\u00e3o; Calif\u00f3rnia, por concentrar fundos de investimento, uma op\u00e7\u00e3o de alavancagem futura; e Boston, por tamb\u00e9m ser um hub de startups.<\/em><\/p>\n<p><em>Mesmo atuando em locais t\u00e3o conhecidos, a estrat\u00e9gia que a MidiaMobi tomar\u00e1 \u00e9 achar pequenos nichos para se tornar relevante. \u201cPor exemplo, queremos ser relevantes para os designers de Los Angeles, e ent\u00e3o tentar expandir. \u00c9 um trabalho de formiguinha mesmo: ter como meta dominar metade do mercado americano \u00e9 uma loucura, por exemplo.\u201d<\/em><\/p>\n<p><em>Para este ano, a MidiaMobi pretende aumentar sua base de clientes para 400 empresas e 3000 usu\u00e1rios ativos.<\/em><\/p>\n<p><em><a href=\"https:\/\/www.elogroup.us\/newsite\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/midiamobi.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-358\" src=\"https:\/\/www.elogroup.us\/newsite\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/midiamobi.jpg\" alt=\"\" width=\"680\" height=\"453\" srcset=\"https:\/\/www.elogroup.us\/newsite\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/midiamobi.jpg 680w, https:\/\/www.elogroup.us\/newsite\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/midiamobi-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 680px) 100vw, 680px\" \/><\/a><\/em><\/p>\n<h3><em>Futuro: Donald Trump\u00a0pode mudar seus sonhos de empreender?<\/em><\/h3>\n<p><em>Donald Trump provocou muitas pol\u00eamicas durante o processo das elei\u00e7\u00f5es americanas. Uma das mais conhecidas diz respeito \u00e0 imigra\u00e7\u00e3o: ele afirmou que retomaria os projetos de constru\u00e7\u00e3o de um muro que separaria os Estados Unidos do M\u00e9xico.\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>Com tal posicionamento, surgem muitas d\u00favidas sobre como ser\u00e1 a rela\u00e7\u00e3o de Trump com os imigrantes ao pa\u00eds. Ser\u00e1 que os brasileiros que querem abrir neg\u00f3cios nos Estados Unidos ser\u00e3o afetados?<\/em><\/p>\n<p><em>Os empreendedores consultados por EXAME.com deram an\u00e1lises mistas: h\u00e1 quem diga que Donald Trump ser\u00e1 melhor para a economia americana do que o \u00faltimo governo. Tamb\u00e9m h\u00e1 aqueles que afirmam n\u00e3o ter visto grandes altera\u00e7\u00f5es no seu mercado de atua\u00e7\u00e3o.<\/em><\/p>\n<p><em>Por fim, h\u00e1 os que defendem que o maior controle sobre os imigrantes pode afetar a opera\u00e7\u00e3o de muitos neg\u00f3cios para pior \u2013 pode haver menor diversidade na hora de contratar funcion\u00e1rios brilhantes e em atrair consumidores, como ressalta o governador do estado de Delaware, por exemplo.<\/em><\/p>\n<p><em>\u201cQuais CEOs respons\u00e1veis e inovadores alienariam grandes fontes de talentos e consumidores? Nenhum, porque seus quadros administrativos os demitiriam na hora. Mas Trump alienou latinos (o poder de compra deles nos Estados Unidos: mais de um trilh\u00e3o de d\u00f3lares) e mu\u00e7ulmanos (mais de 125 bilh\u00f5es de d\u00f3lares\u201d, analisou Jack Markell, que tamb\u00e9m \u00e9 empres\u00e1rio, \u00e0 Forbes.<\/em><\/p>\n<p><em>J\u00e1 segundo os especialistas ouvidos por EXAME.com, o brasileiro pessoa f\u00edsica que entra nos Estados Unidos pode enfrentar agora mais problemas do que antigamente \u2013 o que \u00e9 um obst\u00e1culo para quem ainda est\u00e1 na fase de idea\u00e7\u00e3o do empreendimento.<\/em><\/p>\n<p><em>\u201cO governo americano \u00e9 muito bem aparelhado, e j\u00e1 estamos vendo mais fiscaliza\u00e7\u00e3o e prazos mais longos na hora de conceder os vistos. V\u00e1rios clientes t\u00eam sido parados e questionados na imigra\u00e7\u00e3o, o que antes n\u00e3o acontecia. Os EUA sabem que o volume de pedidos brasileiros j\u00e1 cresceu muito e vai crescer ainda mais, o que acende um alerta\u201d, afirma o especialista Manual Mendes.<\/em><\/p>\n<p><em>Donald Trump assinou recentemente algumas mudan\u00e7as no controle migrat\u00f3rio que refor\u00e7am tal fiscaliza\u00e7\u00e3o. A concess\u00e3o de vistos para brasileiros mudou: agora, todos os solicitantes dever\u00e3o passar por entrevista pessoal. Antes, quem renovasse seu visto na mesma categoria, em at\u00e9 48 meses ap\u00f3s o vencimento, n\u00e3o precisaria refazer essa etapa.<\/em><\/p>\n<p><em>Mesmo com esse obst\u00e1culo na pessoa f\u00edsica, Pedro Drummond analisa que os empreendedores j\u00e1 legalizados n\u00e3o sofrer\u00e3o o mesmo impacto.<\/em><\/p>\n<p><em>\u201cAs mudan\u00e7as imigrat\u00f3rias mais significativas, at\u00e9 o momento, est\u00e3o voltadas para estrangeiros de outros pa\u00edses, n\u00e3o o Brasil. N\u00e3o h\u00e1 nada que indique que, no futuro, teremos maior dificuldade para o processo de visto de executivos brasileiros transferidos para cuidar do empreendimento a ser estabelecido nos Estados Unidos.\u201d<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em><strong>\u201cA empresa que quer realmente criar ra\u00edzes vai ser beneficiada\u201d, explica o consultor Manuel Mendes. \u201cAgora, quem quer somente exportar seus produtos para os Estados Unidos pode enfrentar obst\u00e1culos, como mudan\u00e7as tarif\u00e1rias e protecionismo.\u201d<\/strong><\/em><\/p>\n<p><em>Mendes concorda com a an\u00e1lise: para quem j\u00e1 se preparou para abrir um empreendimento que traga investimentos para os Estados Unidos, a tend\u00eancia \u00e9 que as portas estejam abertas.<\/em><\/p>\n<p><em>\u201cBaseado no que existe no plano de governo e no que a gente escuta, h\u00e1 uma pol\u00edtica de incentivo forte \u00e0 capta\u00e7\u00e3o de investimento e do fortalecimento do pequeno neg\u00f3cio americano. A empresa que quer realmente criar ra\u00edzes vai ser beneficiada\u201d, explica. \u201cAgora, quem quer somente exportar seus produtos para os Estados Unidos pode enfrentar obst\u00e1culos, como mudan\u00e7as tarif\u00e1rias e protecionismo.\u201d<\/em><\/p><\/blockquote>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"100-visionarios-1-ed-0bb1e87183862faecdc5\"><\/div>\n<p><script type=\"text\/javascript\" src=\"https:\/\/d335luupugsy2.cloudfront.net\/js\/rdstation-forms\/stable\/rdstation-forms.min.js\"><\/script><br \/>\n<script type=\"text\/javascript\">\n  new RDStationForms('100-visionarios-1-ed-0bb1e87183862faecdc5-html', 'UA-87602300-1').createForm();\n<\/script><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>*Texto de Mariana Fonseca em 8 de fevereiro de 2017 pela Exame.com Voc\u00ea provavelmente ouviu esta hist\u00f3ria h\u00e1 alguns anos: um conhecido comprou um im\u00f3vel nos Estados Unidos, talvez no estado da Fl\u00f3rida, como uma forma de investimento para o futuro. O ano era 2011; uma \u00e9poca de d\u00f3lar valia pouco mais do que o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":350,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_ef_editorial_meta_date_first-draft-date":"","_ef_editorial_meta_paragraph_assignment":"","_ef_editorial_meta_checkbox_needs-photo":"","_ef_editorial_meta_number_word-count":"","footnotes":""},"categories":[1],"tags":[43,28,82,15,101,49,86],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.elogroup.us\/newsite\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/349"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.elogroup.us\/newsite\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.elogroup.us\/newsite\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.elogroup.us\/newsite\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.elogroup.us\/newsite\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=349"}],"version-history":[{"count":8,"href":"https:\/\/www.elogroup.us\/newsite\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/349\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2109,"href":"https:\/\/www.elogroup.us\/newsite\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/349\/revisions\/2109"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.elogroup.us\/newsite\/wp-json\/wp\/v2\/media\/350"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.elogroup.us\/newsite\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=349"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.elogroup.us\/newsite\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=349"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.elogroup.us\/newsite\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=349"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}